Oficina de Clown e a Simplicidade

O palhaço é a figura cômica por excelência. Ele é a mais enlouquecida expressão da comicidade: é tragicamente cômico. Tudo que é alucinante, violento, excêntrico e absurdo é próprio do palhaço. Ele não tem nenhum compromisso com qualquer aparência de realidade. O palhaço é comicidade pura.

Uma figura louca, capaz de provocar gargalhadas ao primeiro olhar, arquétipo, que parece ter vindo de outro planeta tão semelhante ao nosso. Um estado de suspensão e tensão, que em segundos – sabemos de antemão – é o palhaço.

O palhaço e a simplicidade é uma oficina para descobrir, divertir e vivenciar seu interior, sua ingenuidade, suas manias, defeitos e qualidades. Destinado á crianças e adolescentes, que queiram aprender e brincar dentro do universo do palhaço e do riso, além de oferecer um estado de prazer e disponibilidade para o jogo e as relações em cena para a improvisação. Jogar no individual e coletivo.

Justificativa

A intensa troca e pesquisa converge para a criação de Argumentos e Encenação.

O contato com o público “contamina” o processo de criação e desenvolvimento de espetáculo e dos palhaços.

Acredito que a somatória dessas experiências e as trocas colhidas, darão um caráter poético e simples que só a Arte consegue extrair do riso. O Argumento certamente deverá ter como base a presença e o olhar:

Freud coloca que o Riso é um mecanismo poderoso capaz de elaborar e equilibrar as frustrações. Não só no trabalho, mas o riso deve ser praticado no dia a dia. Uma forma de aliviar a rotina e controlar as emoções.

Desenvolvimento e Cronograma

Exercícios e pontos trabalhados: cumplicidade, simplicidade, surpresa, ingenuidade, improvisação, ridículo, energia, gags e vivencias. Jogos individuais, em dupla e em grupo, buscando a criança de cada um. Identificar o tempo cômico de cada um em suas representações. Apreciar e investigar material citado como pesquisa pelo professor e discutir a função do palhaço após demonstração na aula teórica.

Jogos individuais
Jogos em coletivo
Jogos em dupla
– Bate papo sobre a arte do palhaço e comicidade. jogos individuais, em dupla e coletivo que trabalham a entrada, saída e permanência no espaço cênico.
– Treinamento com Gags clássicas. Quedas e claques de palhaçaria, cascatas.
– Jogando com o público, estado e corpo do palhaço, energia e tempo da comedia. Mandamentos do palhaço.
– Vivencia, jogos e exercícios de criação. Finalização com personagem (arquétipo criado).

Bibliografia

  • “O Riso” de Henry Bérgson
  • “Palhaços” de Mario Fernando Bolognesi
  • “O Circo no Brasil” de Fernando Torres
  • “O elogio da Bobagem” de Alice Viveiros de Castro
  • “Circo Nerino” de Roger Avanzi e Verônica Tamaoki
  • Texto “Palhaços, clowns” por Fellini
  • Qual é a Graça Palhaço – Revista Almanaque – texto Hugo Possolo
  • O Palhaço o que é? Teatro da Juventude – Hugo Possolo
  • Palhaço no Hospital – Morgana Masseti – Doutores da Alegria
  • Filme Doutores da Alegria
  • Vídeo Palestra de Ariano Suassuna – Encontro em João Pessoa (PB)

Vídeos de palhaços franceses, italianos, encontros de palhaços nacionais, internacional e mundial; E seleção de cenas de Charles Chaplin, Oliver Hardy e Stan Laurel (O Gordo e o Magro), Jerry Lewis, Mazzaropi, Cantiflas, Buster Keaton, Chaves, Mr. Bean, Os Três Patetas.

Carga Horária

6 horas, podendo ser dividido em 2 dias.

Público Alvo

Pessoas a partir de 15 anos.

Material necessário

Sala, Teatro, auditório, ou espaços alternativos, Cadeiras

Professores

Paulo Barros

Começou sua carreira artística em 1988. Ator, Diretor e Sonoplasta, estudou e se especializou na comédia, participando de vários encontros dentro e fora do Brasil. Sua primeira montagem: “Sete Dias no Inferno”, com direção de André La Torre. Em 2002 mudou-se para Cairo no Egito, representando o Brasil com apresentações de danças brasileiras. Em Cairo fez cursos de Dança Folclórica Egípcia e Dança Moderna. Apresentou seus trabalhos na Argentina, Espanha, Portugal e França, Colômbia. Fez a direção cênica da ópera “O Garatuja” e “A Moreninha”. Com regência do alemão Ernest Mahle. Lecionou teatro em um Colégio da Pueri Domus de 2005 à 2009. Atualmente Leciona no Colégio Elias Zarzur (Anglo) está na Bella Cia., Pompa Cômica e Anjos Voadores.

Walmir Santana

Ator, Diretor. Cursou: Voz – Isabel Setti – 1988, – Grupo Sunil – 1988, – Clown – Paoli Quito – 1993, Clown – Phillipe Gulier – 1994, – Doutores do Riso – 2003-2004. Participou dos trabalhos: A Pequena Sereia / Direção: Isser Koric, Lula, o Filho do Brasil / Direção: Lucy e Luís Carlos Barreto, Rolex / Texto: Mário Bortolotto / Direção: Gabriel Pinheiro, Louca de Chaillot / Direção: Rui Cortez, Como Nossos Pais / Texto: Regina França / Direção: Milton Bicudo, Romeu e Julieta / Direção: Jéferson Gomes, Pinóquio / Direção: Leslie, Ante Câmara / Direção: Rubens Rewald, Alex / Premiado em Recife-PE (curtametragem), A Professora maluquinha / Direção: Renata Sofredini, A Falecida Senhora sua Mãe / Direção: Marcos de , Quadri Matzi / Direção: Paoli Quito, O Rei de Copas / Direção: Paoli , Trair e Coçar é só Começar / Texto: Marcos Caruzo / Direção: Atílio Rico , Tudo de Novo no Front / Texto e Direção: Aimar Labaki, Bar Biturico / Texto: Marcio Barone / Direção: Cristina Trevisan, Rituale / Texto e direção: Daniele Finzi Pasça, Isole Pellegrine / Texto e direção: Danielle Finzi Pasça, Femina / Direção: Edson Santana, Rastro Atrás / Direção: Isabel Setti, Amor Médico / Autor: Molliére / Direção: Hugo de La Vicencio, A Magia da criação / Direção: Wilson Alves, A Farsa do mestre Pathelin / Direção: Petrônio Nascimento. Participou das novelas: Olho da Terra – Record (1996) , Turma do Arrepio – Manchete (1997), Colégio Brasil – SBT (1997), Ô Coitado – SBT (1998). Ministrou oficinas nos espaços: Oficina Mazzaropi , Osla Taubaté, – Teatro X, – Escola Julio Mesquita.

O homem é o único animal que ri, conscientemente, e ao rir vários músculos são trabalhados o que já é um grande exercício físico. E, assim sendo, também já se torna um grande benefício para a saúde sem contar os vários benefícios psicológicos provocados por esta simples ação.

Só por essas razões o riso já faz bem e deve ser praticado.

Quanto ao riso arte, quem tem um profundo conhecimento são os comediantes e os palhaços que são exímios praticantes. Conhecem os mecanismos que provocam o riso e faz deste conhecimento uma grande arte.

Marcio Okabe

Origamista por paixão Educador por missão Palestrante por vocação Precursor nos cursos de Prezi no Brasil. Atua na área de marketing digital desde 1998. Palestrante, blogueiro, videomaker e youtuber. Fundador da SBAP (Sociedade Brasileira de Apresentações Profissionais) e idealizador do Origami.club (Clube dos Origamistas). Contatos: MarcioOkabe.com @marciookabe Whatsapp 11 99480-1777

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